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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ato de rua marca dia nacional de luta contra as terceirizações em Fortaleza


Por Camila Chaves, de FORTALEZA

Sindicatos filiados à diversas centrais sindicais, bem como entidades do movimento social e estudantil realizaram, na manhã deste dia 6 de agosto, um ato unitário como parte do dia nacional de mobilizações contra o Projeto de Lei 4330, que amplia as terceirizações. Com concentração em frente à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), os manifestantes seguiram em passeata até o Palácio do Governador, onde se encontrou com o movimento popular.
            
De acordo com o coordenador estadual da CSP Conlutas (Central Sindical e Popular), José Batista, o projeto de lei apresentado pelo deputado Sandro Mabel (PR/GO) pretende flexibilizar ainda mais os direitos dos trabalhadores. “Nós sentimos na pele com as terceirizações e um exemplo disso são os nossos salários tão rebaixados. Se aprovado, a terceirização vai passar a ser permitida em todos os setores. Só a nossa luta contra pode barrar mais esse ataque aos trabalhadores!”.
            

Para a universitária da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), Natália Lídia, a luta contra o PL 4330 é também a luta dos milhões de jovens que foram às ruas em junho: “Muitos que ali estivemos somos também trabalhadores, a maioria terceirizados e submetidos a péssimas condições de trabalho. Agora o nosso papel, o papel dessa juventude que foi às ruas, é permanecer nas ruas com os trabalhadores em seus principais enfrentamentos. Por isso estamos juntos nessa mobilização e também na construção do dia 30 de agosto!”.
            
A mobilização contra o PL 4330 em Fortaleza faz parte de um calendário de ações que culminarão no Dia Nacional de Paralisações (30 de agosto), construído por todas as centrais sindicais. Além desta atividade, uma parte das centrais e movimentos que reivindicam mais fortemente a independência das entidades da classe em relação aos governos, organizam um seminário que acontecerá no dia 10 de agosto. O seminário objetiva debater e programar ações que permitam construir em Fortaleza, um forte dia de paralisações no dia 30 de agosto.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Aliança entre estudantes e trabalhadores do campo e da cidade marcaram o 11J em Fortaleza

Por Camila Chaves

Tão logo o dia 11 de julho amanheceu na capital cearense, estudantes, militantes e sindicalistas ganharam as ruas tendo em mente o importante papel de mobilizar as trabalhadoras e trabalhadores para participar do Dia Nacional de Greves, Paralisações e Manifestações de Rua, convocado pela CSP Conlutas (Central Sindical e Popular).

Dos canteiros de obras à Praça Portugal, a tarefa foi de convencimento político sobre a importância de parar o dia de trabalho e ir às ruas lutar para se obter conquistas. Na construção civil, as obras dos principais empreendimentos imobiliários foram paradas e os operários abandonaram seu local de trabalho para se unir, em passeata, aos trabalhadores do campo e à juventude.

Reivindicações específicas

Ao todo, cerca de 3 mil pessoas, entre operários e ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Conselhos Populares (MCP) e  Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL), seguiram em marcha até a Prefeitura, onde  se juntaram aos servidores públicos federais e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Uma comissão entregou ao prefeito Roberto Cláudio uma pauta de reivindicações.

Quatro pontos integraram a carta com as reivindicações feitas à prefeitura de Fortaleza: a redução imediata da passagem de ônibus e abertura das contas das empresas; o fim das remoções motivadas por megaeventos como a Copa do Mundo; abertura dos postos de saúde no terceiro turno; e a confecção imediata das carteiras estudantis pagas pela prefeitura e com garantia do repasse para as entidades do movimento estudantil.

Ato unificado

A passeata seguiu até a Praça do Ferreira, onde se unificou com o ato das demais centrais sindicais. Lá, a CSP Conlutas interveio declarando-se contra o plebiscito sobre a reforma política proposta pela presidenta Dilma (PT). “Esse plebiscito é, na verdade uma tentativa de manobra do governo contra as mobilizações que vem sacudindo o país e arrancando, nas ruas, uma série de conquistas”, afirmou Zé Batista, da Executiva Estadual da Central Sindical e Popular.

O Sindicato da confecção feminina e oposições como a dos vigilantes e dos bancários participaram da mobilização convocada pela CSP Conlutas. Além dessas, outras entidades também filiadas à central realizaram manifestações em torno do dia nacional, entre elas, paralisações dos terminais rodoviários do transporte urbano e metropolitano e dos serviços no Hospital Instituto Dr. José Frota (IJF).

Nossa defesa

No 11J de Fortaleza, o PSTU levou às ruas o “Fora, Cid Gomes!”, devido às já inúmeras demonstrações sobre sua incapacidade de governar sem a truculência habitual e de ouvir as reivindicações dos trabalhadores e da juventude. O atual governador e sua família utilizaram a polícia de choque contra professores em 2011 e contra a juventude nas mobilizações ocorridas em junho deste ano. A palavra de ordem teve adesão entre a juventude e os trabalhadores nos fazendo compreender que chegou o momento de os movimentos sindical, popular e estudantil organizarem uma verdadeira campanha pela saída de Cid Gomes.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

NOTA: o que o PSTU vai defender no dia 11 de julho nas ruas de Fortaleza


O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) se soma ao chamado das centrais sindicais nas manifestações do dia 11 de Julho, Dia Nacional de Greves, Paralisações e Manifestações de Rua. Acreditamos que o Brasil começa a viver um novo momento político e que isso deve ser estimulado. É hora dos trabalhadores se juntarem ao chamado da juventude e tomarem as ruas, realizando grandes mobilizações.

Estaremos nas ruas de Fortaleza para exigir que o prefeito Roberto Cláudio garanta a redução da passagem de ônibus. Para se ter uma ideia, por conta das isenções fiscais concedidas pelo governo municipal, atualmente as empresas pagam somente 0,01% de Imposto Sobre Serviços (ISS) e, enquanto isso pagamos altas tarifas e o transporte é de péssimas condições. Em junho, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e COFINS. Mesmo assim a ganância dos empresários não deixou reduzir a tarifa do transporte público. O prefeito tem poder de reduzir a tarifa porque transporte é uma concessão pública. Esse compromisso nós iremos cobrar de Roberto Cláudio.

Iremos também às ruas para exigir o “Fora, Cid Gomes!”. O governador tem demonstrado ser incapaz de governar sem a truculência habitual e de ouvir as reivindicações dos trabalhadores e da juventude. Cid e seus irmãos querem tratar o Ceará como se fosse um reduto de um coronel, por isso utilizaram a policia de choque contra os professores em 2011 e agora em 2013 contra a juventude. Além disso, infiltram policiais nos movimentos sociais, grampeiam opositores políticos e perseguem grevistas.

No momento em que a população exige mais verbas para saúde e educação o governador insiste em realizar a obra do aquário e usa dinheiro público para viagens com fins duvidosos. Enquanto isso, a violência explodiu no Ceará, com o tráfico de drogas dominando a capital e o interior. Não temos dúvida que chegou o momento dos movimentos sindical, popular e estudantil organizarem uma verdadeira campanha pela saída de Cid Gomes.

Fortaleza, 10 de julho de 2013
Direção Municipal do PSTU

Estudantes organizam virada para intensificar mobilizações dos trabalhadores para o 11-J

Por Camila Chaves, da Juventude do PSTU

A partir das 19h desta quarta-feira (10), estudantes universitários e secundaristas estarão na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza preparando uma série de atividades que culminarão nas mobilizações que acontecerão no dia 11 de julho, Dia Nacional de Greves, Paralisações e Manifestações de Rua.

Na sede do sindicato, durante a noite, os estudantes participarão da confecção de cartazes e roda de conversas, e se prepararão para ir aos canteiros de obras, nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, mobilizar trabalhadoras e trabalhadores da construção civil para participar da passeata que sairá às 9h da Praça Portugal.

De acordo com Maximiano Nunes, estudante de medicina da UFC e membro da Executiva Nacional da Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL), a atividade é baseada em um dos princípios da entidade, que é a aliança entre estudantes e trabalhadores. A entidade, assim como o Sindicato, são filiadas à CSP Conlutas (Central Sindical e Popular).

“A atividade se inspira nas vitórias que a juventude teve nas últimas semanas, como a redução das tarifas em diversas cidades e na necessidade de fortalecer a luta por 10% do PIB para a educação pública já, pelo passe livre estudantil, entre outras reivindicações. Queremos construir, com os trabalhadores, um grande 11 de julho aqui em Fortaleza”, concluiu.

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza decretou dia de greve para a categoria, como parte da programação do dia nacional de lutas. Para Nestor Bezerra, presidente da entidade, a participação da juventude nas mobilizações dos trabalhadores é fundamental. “É muito rica a aliança entre estudantes e operários. Com a ousadia dos jovens e a disposição dos trabalhadores, acreditamos que podemos ir às ruas para conquistar muito mais”.

Confira programação:
19:00 - Concentração e Lanche Colaborativo no Sindicato 
20:00 - Filme 
21:30 - Roda de Conversa
22:30 - Recolher (Descansar para o Ato)
05:00 - Despertar
05:30 - Café da Manhã
06:00 - Saída para os Canteiros de Obra para paralisar
07:30 - Saída dos Canteiros de Obras Para o Ato
*O Sindicato fica na Rua Agapito dos Santos, 480, Centro.


Mais informações:
Max Nunes – (85) 99145078 / 87979195
Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL)
Clique aqui para acessar o evento no Facebook.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sexta Socialista contará com tribuna livre e mesa de debates


A saída da aula ou do trabalho de centenas de jovens e trabalhadores que passarão pelo Benfica nesta sexta-feira (5) será novamente marcada pelas atividades realizadas pelo PSTU em sua chamada Sexta Socialista. As atividades terão início às 16h30, em frente ao Shopping, com a realização da “tribuna livre” e terão continuidade às 18h30 com a realização de um debate na sede do partido.

Tribuna Livre

Retomadas no mês de junho, as tribunas livres organizadas pela militância do PSTU são atividades de rua que acontecem mensalmente com o objetivo de dialogar com a população e apresentar alternativas aos principais problemas sociais apontados. No mês passado, a atividade tratou do tema da inflação. Agora, o transporte público será a principal pauta tratada nas intervenções e panfletagens que serão realizadas a partir das 16h30, em frente ao Shopping Benfica.

Debate

O povo na rua e a nova situação política do país será o tema debatido a partir das 18h30, na sede do PSTU em Fortaleza. Comporão a mesa de debate o professor da rede estadual de ensino, George Bezerra e o representante da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (Anel), Max Nunes. A atividade é aberta à participação e o endereço da sede é Rua Juvenal Galeno, 710, Benfica. 

Para mais informações:
Clique aqui para acessar a página do evento.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Cerca de 80 mil vão às ruas de Fortaleza para protestar contra os altos investimentos na Copa

Por Camila Chaves, de FORTALEZA

No dia em que o Brasil entrou em campo para jogar contra o México pela Copa das Confederações, dezenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas de Fortaleza para protestar contra os altos gastos dos governos em megaeventos como a Copa do Mundo e o pouco investimento na saúde, transporte e educação.

Em todo o país, até abril de 2013, foram gastos R$ 7 bilhões em reformas e construção de estádios. Desse montante, 97,3% foi retirado dos cofres públicos e entregue nas mãos das construtoras. No Ceará, a reforma do Castelão, custou R$ 518 milhões e será administrado por grandes empresas, como a Galvão Engenharia e Andrade Mendonça.

Enquanto a juventude e os trabalhadores cearenses sofrem nas filas dos hospitais e com as péssimas condições da educação decorrentes do pouco investimento, o governo de Cid Gomes (PSB) deve entregar R$ 407 mil, mensalmente, para a administração do estádio Castelão. Contra esta política, o grande ato protagonizado hoje foi bastante vitorioso.

A repressão e o apartidarismo

Foto: foxsports.com.br
Não diferente do que aconteceu em outras capitais do país, em Fortaleza, a manifestação que se dava de forma pacífica também foi duramente reprimida pelo governo. Com bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha, a Polícia Militar dispersou os manifestantes que marchavam inicialmente pela Av. Alberto Craveiro e, em seguida, interditaram a BR-116.

Infelizmente, o sentimento antipartido, impulsionado pela direita e por alguns setores da imprensa, esteve fortemente presente no ato e contribuiu para a confusão e divisão do movimento. Além dos partidos políticos, entidades sindicais, populares, estudantis e movimentos sociais foram impedidos de empunhar suas bandeiras e intimidados durante o decorrer do ato.

Nova manifestação

As manifestações seguem em Fortaleza, como a que está prevista para a tarde de quinta-feira, 20 de junho. Neste dia, a juventude vai às ruas reivindicar da prefeitura de Roberto Cláudio (PSB) a entrega imediata das carteirinhas que garantem a meia entrada estudantil. O PSTU participa dessa construção e estará presente nesta luta.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Em Fortaleza, tribuna livre marca dia nacional de mobilizações do PSTU

Por Camila Chaves, de FORTALEZA

A saída da aula ou do trabalho de centenas de jovens e trabalhadores da capital cearense foi marcada pela atividade política organizada pelo PSTU no final da tarde de quinta-feira, 12 de junho. Com panfletos, bandeiras, faixa e caixa de som, o partido foi às ruas denunciar a inflação e reivindicar o congelamento do preço da cesta básica, além de um plano econômico a serviço dos trabalhadores.

Durante o mês de maio, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o fortalezense teve que gastar R$296,82 para comprar a cesta básica, o que equivale a 43,7% do salário mínimo, sem contar os descontos. Esse preço ultrapassa em mais de R$60 o valor necessário para adquirir os mesmos itens durante maio do ano passado.

“Hoje, em nossa cidade, diversas categorias estão em campanha salarial. São costureiras, rodoviários, trabalhadoras e trabalhadores da construção civil em mobilização por reajustes salariais e melhores condições de vida. Nós do PSTU participamos dessas lutas porque acreditamos que essa é uma forma que os trabalhadores têm de garantir seu poder de compra e exigir de Dilma que modifique sua política econômica e congele o preço dos alimentos”, afirmou Gonzaga.

O espaço serviu também para apresentar à população um balanço sobre os primeiros meses da gestão de Roberto Cláudio (PSB) na prefeitura da capital. Mesmo com o apoio do governador Cid Gomes e da presidenta Dilma, a atual gestão nada fez para melhorar a vida do fortalezense, e algumas provas disso são a manutenção do aumento da tarifa de ônibus implementada pela ex-prefeita Luizianne Lins (PT) e a demissão de mais de três mil trabalhadores terceirizados.

A população recebeu bem a atividade. Nos ônibus lotados com a proximidade das 18 horas, os passageiros pediam panfletos e observavam atentos a movimentação que se fazia na calçada. No microfone, nossa militância questionava: “Já se passaram cinco meses do governo Roberto Cláudio. Nós vemos os postos de saúde sucateados, o transporte público lotado, a falta de segurança na cidade e nos perguntamos, o que melhorou?” Uma trabalhadora de passagem, após pegar o panfleto respondia: “Não melhorou nada!”.

Em Fortaleza, as tribunas livres acontecerão mensalmente em um ponto da cidade como modo de oferecer às trabalhadoras e trabalhadores onde eles possam expressar sua indignação e cobrar políticas públicas dos governantes que tratam com descaso suas principais necessidades. A atividade acontecerá mensalmente em um ponto da cidade com o objetivo de apresentar o programa do PSTU como alternativa à juventude e aos trabalhadores. Participe!

Confira o boletim regional do PSTU distribuído durante a atividade realizada em Fortaleza: http://goo.gl/XI0Hu 

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Este é o blog do PSTU em Fortaleza. Confira aqui debates, agendas, dê sugestões e ajude a fortalecer um projeto classista e socialista.
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